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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

Janine Retilínea e o engenheiro Desmanche * Conto erótico

Janine Retilínea se maquiava em frente ao espelho para retangular seus quadris em tons de caquiz e verdes olhares velhos, usava paletó de homem para enquadrar seus ombros e parecer móvel de antiquário pesado para arrastar-se até o seu curso de sintaxe da reta praxes, praticamente um poste, Janine era a mulher totem que todo mundo orava ao vê-la passar pela construção de pernas caladas.
As pernas de Janine eram um mistério para os operários que curiosos e excitados, comentavam: Que puta secreta, essa mulher reta! Ah se eu te enfio minhas curvas. Essa mulher, é certa, é santa, é a gramática que lhe completa. Não, discordava o outro: Ela, não é ela, não tem boceta, tem uma vagina dura que nem viga, mas é cinza como toda mulher deve ser. E logo, o engenheiro, Desmanche, negro, chefe, também operário, dava fim aos comentários: Calados! Voltem ao trabalho! Não estamos aqui para construir nada, nosso objetivo é desmanchar! Antes que suas orações e frases de efeito impermeabilizem o céu, eu …

No infinito negro também são vermelhos os fatos sobre a terra. *Crônica poética

Eu me esculpi na pedra do negro infinito de minhas descobertas, Li que o lilás também é pedra, E o todo  poeta tem o gozo da queda ao ejacular o chão, Mas a verdade é que o erotismo do poeta é a opinião, E  dos negros aparta-ides sociais, os poetas judeus são mortais do posto poema, Já os vivos padres, são de instituir a queda, do livro de carne que a pele escreve, Já a morte, de tão longitude norte, fuso, latitude de sorte, Fez o infinito esculpir como a rosa, que  é estrela de pétrea, Mas a pétala, é arroz, É uma língua de água, Que a palavra envenenou.

Nas comunas de minha sorte, levantes só de montanhas, sangue só nas veias, e o amor...A rosa terminou: vermelho sem sabor. e os pastores padres nas covas dos vales dão a extrema unção. Extremo Unção é média para a morte por quanto sangue já escorreu, mas nem tudo é em vão, há muita fé na bela amarela menina que corre de Napalns, reluzentes, e toca a vida nos meus braços, quase despedida, mas eu não deixei, Eu li seus quadris e pousei…

O FAXINEIRO AZUL *Conto erótico

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A velha debruçada no para-peito da sacada de um prédio barato, torcia por acidentes na avenida diária, enquanto seu filho escovava os dentes e de azul uniforme, ainda desforme, que ele preparava para mais uma jornada de trabalho no quartel ferroviário. Gordo, Frorisberto era gordo de espantar os dentes, e se orgulhava de suas coxas grossas que quase lhe arrancavam as botas, mas de botas de segurança, desfilava de esfregão para os aplausos do público ferroviário de lado contrário da plataforma do espetáculo. Bicha! Linda. Desfila boneca! Quebra! e no ápice do reconhecimento, Frorisberto, senta no chão da plataforma, e  reorganiza sua  plataforma adversária: os de calção quadrado, com os de ombro inclinado, os morenos quase negros, com os orelhudos de enterros: os coveiros, e era assim, que um novo padrão de perfeição se estabelecia na mente do pobre faxineiro.
Ele era compulsivo, repetido, repetido como aulas de comunhão, e o sujeito reorganizava o padrão, e de classe e comportamento,…